Desde nossa Mobilização na
Reitoria da UERN, na segunda Feira (25), temos percebido nos corredores do
DECOM atitudes diversas, alguns alunos nos apoiando, outros nos condenando
ferrenhamente. Acho que algumas coisas tem que ser esclarecidas, até
porque muitos dos estudantes que comentam o assunto não sabem de fato o que
aconteceu na última semana.
Primeiramente temos que
distinguir momentos e atos. No dia 14 de fevereiro começamos a divulgação de
uma Assembleia Geral dos Estudantes de Comunicação Social, que seria realizada
no dia 28. Nesta Assembleia, que teve participação maciça de
estudantes, causando espanto até mesmo nos membros do C.A, ficou
deliberado uma ida à Reitoria para discutirmos uma série de
pautas que giravam em torno da estruturação do Curso de Comunicação Social
da UERN. A partir daí diversas ações se deram de forma horizontal. Não
era mais o C.A que estava no comando da ação e sim os quase 50 alunos que
foram à Reitoria.
Cometemos nosso primeiro
equívoco aí, ao abrir o movimento de forma radical, visando democratizar o que
estava acontecendo. O C.A perdeu o controle do que era feito e as
reivindicações passaram a surgir sem um comando direto. Não vemos de forma
nenhuma isso como um grande problema, já que nossa luta é pra que os estudantes
gritem e reivindiquem aquilo que acham certo, porém algumas controvérsias se
deram daí, pego como exemplo a reclamação feita por alguns estudantes pedindo
grupos de pesquisa e extensão, o C.A não vê este como o maior dos problemas em
nosso curso, achamos é claro que o trabalho tem que ser estendido, mas não
cremos que haja um déficit neste quesito.
Outro importante ponto se deu na
confecção dos Cartazes, que foi feita coletivamente, sem subjugo de ninguém ao
C.A. Foi dada toda a liberdade para a confecção do que foi levantado, ressalto
que o movimento era formado por quase 50 alunos e outros tantos apoiadores, não
houve comando para algo que enxergamos como coletivo e os equívocos cometidos
nesta manifestação foram ali mesmo rechaçados, ora por Professores presentes,
ora pelos próprios membros da manifestação. Nada foi alardeado sem suas devidas
ressalvas.
Outro deslize cometido por nós, este muito menor, porém muito mais
publicizado, foi neste Blog, quando ao citarmos um depoimento de alunos sobre a
aula de editoração Gráfica e suas deficiências, não fomos claros, visando
proteger o nome da Professora da disciplina que nada tem haver com as carências
da Universidade, e acabamos gerando um mal estar com outro Professor, que
imaginou que estávamos falando dele e de sua disciplina (Planejamento Gráfico).
Quando percebemos o erro imediatamente tiramos a notícia do ar, nos reunimos
com o Professor envolvido, conversamos e esclarecemos a história, porém fomos
pegos de surpresa quando um pequeno grupo de alunos, revoltado com a história,
auto convocou uma assembleia para que o C.A desse explicações sobre o fato.
Democraticamente participamos da assembleia, que estatutariamente era
irregular, mas que não nos impediu de dialogar e mostrar, com documentos,
prints e depoimentos, que sim, o curso tem uma carência gigantesca em softwares
para desenvolvimento de disciplinas ligadas à publicidade e que o fato
envolvendo o depoimento dos alunos era verdadeiro. Este caso em especial foi
deveras debatido e acredito que ficou esclarecido para todos os presentes.
É necessário que o
C.A reconheça que houve alguns excessos em nossa manifestação, mas é
importantíssimo ressaltar que o movimento encabeçado por nós já começa a dar
frutos: o Reitor nos recebeu com muita polidez, ouviu nossas reclamações,
acertou conosco formas de gerir o curso de Comunicação, que agora, obrigatoriamente,
se tornará uma faculdade. Os discentes terão voz e importância gigantesca nesta
transição. Rechaçamos imediatamente a proposta da extinção do curso de
Radialismo, aventada por uma das Pró- reitoras presentes. Além disso, os tão
sonhados equipamentos de ponta que o curso precisa ficaram mais próximos de
nossa realidade, os Pró- Reitores se comprometeram a nos deixar a par da compra
de todo esse material e sugeriram que fosse criada uma Comissão, composta
por alunos de alunos das três habilitações, para visitar a PROAD periodicamente
e verificar "em que pé" anda o processo da aquisição dos itens
pedidos nos memorandos enviados pelo DECOM.
Por fim, nos emociona
demais ver que outros cursos começam a se mobilizar para ir à Reitoria assim
como nós fomos. Alunos, professores e técnicos de todos os Campis da UERN
elogiam o trabalho de nosso C.A e a intervenção em especial, por várias vezes
fomos colocados nas últimas semanas como o melhor C.A de toda a UERN, e é
extremamente triste ver alunos do nosso próprio curso depreciando o que
fizemos, afirmando que seus currículos seriam manchados pelo nosso ato. Acho
sinceramente que contribuímos para melhorias concretas em Comunicação Social,
mas principalmente, mostramos que nossos alunos são capazes de pensar e agir,
tem coragem e discernimento, sabem articular e argumentar se postando com
pluralidade e amor ao curso.
É por termos observarmos algumas
controvérsias, que viemos
esclarecer, até com devido atraso, tudo o que aconteceu, para que outras
histórias não comecem a ser criadas com intenção de minimizar o que fizemos e o
que podemos fazer. Acho que o momento eleitoral que vive a UERN é complicado
para qualquer tipo de mobilização, tudo, lembra e parece “politiqueiro”, mas
não esqueçam que nosso C.A está desde setembro trabalhando, que nosso lado é o
lado das melhorias do curso, que nossa bancada é uma das mais (senão a mais)
ativa no movimento estudantil da UERN, e este sentimento de abominação ao
Movimento dos alunos é prejudicial ao C.A, aos estudantes e ao curso em
especial.
Cometemos equívocos, isso é fato , mas nosso movimento foi honesto,
aguerrido e proveitoso. Valho-me da fala do colega Saulo Vale, presente na
reunião com o Reitor, que lembrou que o único caminho para o progresso era o
diálogo, assim
como estávamos fazendo. Não podemos permitir que o silêncio abismal da Reitoria
nos desmotive, nem que as agressões, inverdades e “comentários de corredor” nos
desunam. Comunicação pode e deve dar exemplo aos outros cursos da UERN, basta
saber se nós queremos comprar essa briga ou se nós nos acomodaremos com o que
temos.