domingo, 3 de março de 2013

É Preciso refletir



Desde nossa Mobilização na Reitoria da UERN, na segunda Feira (25), temos percebido nos corredores do DECOM atitudes diversas, alguns alunos nos apoiando, outros nos condenando ferrenhamente. Acho que algumas coisas tem que ser esclarecidas, até porque muitos dos estudantes que comentam o assunto não sabem de fato o que aconteceu na última semana.

Primeiramente temos que distinguir momentos e atos. No dia 14 de fevereiro começamos a divulgação de uma Assembleia Geral dos Estudantes de Comunicação Social, que seria realizada no dia 28.  Nesta Assembleia, que teve participação maciça de estudantes, causando espanto até mesmo nos membros do C.A, ficou deliberado   uma ida à Reitoria para discutirmos uma série de pautas que giravam em torno da estruturação do Curso de Comunicação Social da UERN. A partir daí diversas ações se deram de forma horizontal. Não era  mais o C.A que estava no comando da ação e sim os quase 50 alunos que foram à Reitoria.

Cometemos nosso primeiro equívoco aí, ao abrir o movimento de forma radical, visando democratizar o que estava acontecendo. O C.A perdeu o controle do que era feito e as reivindicações passaram a surgir sem um comando direto. Não vemos de forma nenhuma isso como um grande problema, já que nossa luta é pra que os estudantes gritem e reivindiquem aquilo que acham certo, porém algumas controvérsias se deram daí, pego como exemplo a reclamação feita por alguns estudantes pedindo grupos de pesquisa e extensão, o C.A não vê este como o maior dos problemas em nosso curso, achamos é claro que o trabalho tem que ser estendido, mas não cremos que haja um déficit neste quesito.
Outro importante ponto se deu na confecção dos Cartazes, que foi feita coletivamente, sem subjugo de ninguém ao C.A. Foi dada toda a liberdade para a confecção do que foi levantado, ressalto que o movimento era formado por quase 50 alunos e outros tantos apoiadores, não houve comando para algo que enxergamos como coletivo e os equívocos cometidos nesta manifestação foram ali mesmo rechaçados, ora por Professores presentes, ora pelos próprios membros da manifestação. Nada foi alardeado sem suas devidas ressalvas.

Outro deslize cometido por nós, este muito menor, porém muito mais publicizado, foi neste Blog, quando ao citarmos um depoimento de alunos sobre a aula de editoração Gráfica e suas deficiências, não fomos claros, visando proteger o nome da Professora da disciplina que nada tem haver com as carências da Universidade, e acabamos gerando um mal estar com outro Professor, que imaginou que estávamos falando dele e de sua disciplina (Planejamento Gráfico). Quando percebemos o erro imediatamente tiramos a notícia do ar, nos reunimos com o Professor envolvido, conversamos e esclarecemos a história, porém fomos pegos de surpresa quando um pequeno grupo de alunos, revoltado com a história, auto convocou uma assembleia para que o C.A desse explicações sobre o fato. Democraticamente participamos da assembleia, que estatutariamente era irregular, mas que não nos impediu de dialogar e mostrar, com documentos, prints e depoimentos, que sim, o curso tem uma carência gigantesca em softwares para desenvolvimento de disciplinas ligadas à publicidade e que o fato envolvendo o depoimento dos alunos era verdadeiro. Este caso em especial foi deveras debatido e acredito que ficou esclarecido para todos os presentes.
É necessário que o C.A reconheça que houve alguns excessos em nossa manifestação, mas é importantíssimo ressaltar que o movimento encabeçado por nós já começa a dar frutos: o Reitor nos recebeu com muita polidez, ouviu nossas reclamações, acertou conosco formas de gerir o curso de Comunicação, que agora, obrigatoriamente, se tornará uma faculdade. Os discentes terão voz e importância gigantesca nesta transição. Rechaçamos imediatamente a proposta da extinção do curso de Radialismo, aventada por uma das Pró- reitoras presentes. Além disso, os tão sonhados equipamentos de ponta que o curso precisa ficaram mais próximos de nossa realidade, os Pró- Reitores se comprometeram a nos deixar a par da compra de todo esse material e sugeriram que fosse criada uma Comissão, composta por alunos de alunos das três habilitações, para visitar a PROAD periodicamente e verificar "em que pé" anda o processo da aquisição dos itens pedidos nos memorandos enviados pelo DECOM.

 Por fim, nos emociona demais ver que outros cursos começam a se mobilizar para ir à Reitoria assim como nós fomos. Alunos, professores e técnicos de todos os Campis da UERN elogiam o trabalho de nosso C.A e a intervenção em especial, por várias vezes fomos colocados nas últimas semanas como o melhor C.A de toda a UERN, e é extremamente triste ver alunos do nosso próprio curso depreciando o que fizemos, afirmando que seus currículos seriam manchados pelo nosso ato. Acho sinceramente que contribuímos para melhorias concretas em Comunicação Social, mas principalmente, mostramos que nossos alunos são capazes de pensar e agir, tem coragem e discernimento, sabem articular e argumentar se postando com pluralidade e amor ao curso.

É por termos observarmos algumas controvérsias, que viemos esclarecer, até com devido atraso, tudo o que aconteceu, para que outras histórias não comecem a ser criadas com intenção de minimizar o que fizemos e o que podemos fazer. Acho que o momento eleitoral que vive a UERN é complicado para qualquer tipo de mobilização, tudo, lembra e parece “politiqueiro”, mas não esqueçam que nosso C.A está desde setembro trabalhando, que nosso lado é o lado das melhorias do curso, que nossa bancada é uma das mais (senão a mais) ativa no movimento estudantil da UERN, e este sentimento de abominação ao Movimento dos alunos é prejudicial ao C.A, aos estudantes e ao curso em especial.
Cometemos equívocos, isso é fato , mas nosso movimento foi honesto, aguerrido e proveitoso. Valho-me da fala do colega Saulo Vale, presente na reunião com o Reitor, que lembrou que o único caminho para o progresso era o diálogo,  assim como estávamos fazendo. Não podemos permitir que o silêncio abismal da Reitoria nos desmotive, nem que as agressões, inverdades e “comentários de corredor” nos desunam. Comunicação pode e deve dar exemplo aos outros cursos da UERN, basta saber se nós queremos comprar essa briga ou se nós nos acomodaremos com o que temos.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Os Estudantes de Comunicação Social apoiam o voto Universal


Em uma plenária foi questionado pelo Centro Acadêmico qual seria a posição dos estudantes de Comunicação Social, diante as eleições se seria declarado apoio ao voto paritário, universal ou proporcional.

Dias antes da plenária foi explicada a diferença de cada tipo de voto, e os discentes por unanimidade decidiram declarar apoio ao voto universal, que para ser uma democracia cada pessoa tem que valer um voto, não importando o cargo que ocupa ou seu currículo.
     
Comunicação Social foi o primeiro curso que declarou a posição dos estudantes perante as eleições para reitor, mostrando o quanto o curso está envolvido com o que está acontecendo na universidade. E com essa atitude do Centro Acadêmico Dorian Jorge Freire, acabou expirando outros Centros Acadêmicos da UERN a realizarem plenárias em seus cursos para também definir um posicionamento dos estudantes.
    
O C.A está muito feliz de perceber que suas ações estão sendo reverberadas por toda a UERN, lutamos por nossos direitos e não temos interesses, além disso, não pedimos nada que já não seja nosso de direito.



Escrito por: Tamara Sena
Editado por: Junior Medeiros 
Manutenção da Página do Blog: Yasmin Gurgel
     

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A visita de Gilton Sampaio ao bloco de Comunicação Social


    O Centro Acadêmico Jornalista Dorian Jorge Freire convidou o candidato a reitor Gilton Sampaio para uma conversa com os alunos de Comunicação Social, com o objetivo de conhecermos melhor o candidato e suas ideologias, para assim, expor os diversos problemas do curso e o que esperamos de um verdadeiro reitor.
    
    Aceitando o convite Gilton Sampaio e o seu vice candidato a reitor Lúcio Ney, apresentaram-se e conversaram com os professores e alunos. Com o slogan “Por uma UERN do tamanho dos nossos sonhos” e fazendo oposição a atual gestão da UERN, Gilton Sampaio e sua concorrente a reitoria a candidata Ana Dantas (que também declarou ser oposição), são a esperança de renovação e de acabarmos com essa UERN arcaica, comandada para poucos e onde os estudantes são esquecidos.

    Os discentes de Comunicação Social estão cansados de estudar no limite, sem professores suficientes e sem equipamentos básicos. Mostrando assim, um processo doloroso de sucateamento do nosso curso. Nós queremos um candidato que olhe para a UERN e que perceba os estudantes, deixe de lado os interesses próprios e políticos.

    Queremos agradecer a presença de Gilton Sampaio e Lúcio Ney e esperamos ter a mesma conversa com os outros dois candidatos a reitoria, porque só conversando e expondo nossos problemas é que possamos reescrever os destinos da Universidade do povo Potiguar.
                                                                                                                             
Escrito por Tamara Sena

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Mudanças na grade do C.A

O Centro Acadêmico Jornalista Dorian Jorge Freire vem por meio deste comunicado informar que a grade do C.A está passando por um natural processo de mudança, visando melhor articulação e mobilização em nosso curso. 

Devido a problemas internos e/ou pessoais os alunos 

Jeane Meire Eufrásio (5º Período), diretora de arte e cultura
Paulo Vítor Queiroz (3º Período), 1º Tesoureiro 

deixam o quadro de membros do Centro Acadêmico e serão substituídos respectivamente por:

Francisco das Chagas Medeiros Jr. (3º Período)
Victor Fidelis (1º Período)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Os feras de Comunicação Social participam do I Trote Ambiental





Aconteceu no dia 21 de Janeiro de 2013, o primeiro trote ambiental organizado pelo Centro Acadêmico Dorian Jorge Freire, os feras de Comunicação Social foram os responsáveis por plantarem as mudas que irão arborizar o bloco do curso.

Antes de começarem a trabalhar, os feras receberam algumas informações da importância de se arborizar um ambiente, explicado pelo professor Marco Escobar, logo depois tiveram um momento de diversão quando um grupo de alunos do bloco de Música tocaram algumas músicas que animou bastante a todos os presentes, estimulando os calouros a cantarem para todos, isso mostrou que o primeiro período de comunicação possui muitos talentos.

Depois da descontração com as músicas, aconteceu o momento de plantar as mudas com o empenho dos feras, todos os buracos feitos pela prefeitura da universidades, foram preenchidos por uma muda. Os calouros que se dedicaram nessa ação, o Centro Acadêmico quer parabenizá-los por levarem a sério o trote ambiental.

Além de arborizar o bloco de Comunicação Social, tivemos outro objetivo alcançado que era a de aproximar os calouros do Centro Acadêmico, essa interação é uma forma de unir e tentar conscientizar a importância da continuidade de uma organização estudantil forte, por que contamos com os feras para manter o Centro Acadêmico funcionando e realizando ações importantes.

Queremos agradecer aos estudantes de música que se dispuseram a tocar e aos professores, que se uniram na compra de uma mangueira, para poder levar água a todas as mudas, já que a universidade respondeu aos pedidos pelo equipamento como algo que não poderia ser comprada no momento.

O C.A lamenta a demora na realização do Trote Ambiental, que ficou muito tempo enrolado nas burocracias da universidade, que é preciso de muitas permissões para poder cavar um buraco e plantar uma árvore dentro da universidade. Mesmo com os problemas de burocracia o C.A ficou muito satisfeito com o resultado e a participação de todos no I Trote Ambiental de Comunicação Social.
                                                                                               Escrito por: Tamara Sena
Editado por: Junior Medeiros

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Centro Acadêmico Jornalista Dorian Jorge Freire realiza “I PARA QUE COMUNICAR?”

O nosso curso de Comunicação Social ainda não é acostumado a realizar eventos, principalmente com temas como a importância do comunicador dentro da sociedade e assuntos polêmicos como a democratização dos meios de comunicação. Porém, tais discussões e debates são de extrema importância para que possamos nos orientar e escolher nossos posicionamentos perante assuntos tão importantes e que refletirão não apenas para nossa profissão, mas também na sociedade como um todo.

O evento “Para que Comunicar?” aconteceu no dia 17 de dezembro de 2012, durante os três períodos. Pela manhã, começamos com a apresentação de João Vítor, representante da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (ENECOS) explicando aos estudantes presentes quais são as ideologias da ENECOS POTIGUAR e como é seu funcionamento. Após as apresentações foi aberto o debate sobre a Democratização da Comunicação Brasileira seguido da exibição de alguns vídeos, o primeiro mostrando membros da ENECOS de muitos lugares do Brasil, o segundo vídeo foi uma mensagem deixada por dois membros da ENECOS Potiguar que não puderam comparecer ao evento, e, por fim a exibição do documentário “Levante Sua Voz”.

À tarde, muito por conta do problema do transporte público, tivemos bem menos estudantes e as duas oficinas programadas foram dadas juntas, começando por João Vítor que expôs a Ley de Médios da Argentina e a importância de se democratizar a comunicação do Brasil contextualizando os presentes em uma discussão tão importante.

A segunda oficina foi ministrada pela publicitária e mestranda em educação Camila Paula, que explicou e apresentou de forma contagiante uma área ainda nova na Comunicação: a Educomunicação. As duas oficinas foram muito produtivas e conseguiram abrir um novo mundo de possibilidades para os estudantes.

Encerramos a noite com a palestra do Iano Maia, membro do Intervozes e chefe de pautas da TVU-UFRN, que falou sobre a importância de uma comunicação democratizada em nosso país, que garanta o acesso de uma maior quantidade de pessoas de diferentes cantos do Brasil para produzir e mostrar a sua realidade nos meios de comunicação do país.

Ao final do dia estávamos cansados, mas felizes e realizados pelo sucesso do evento e pela boa aceitação dos alunos e mestres ao “I Para que Comunicar?”,que semeou a semente para a germinação de novas e cada vez mais amplas discussões acerca de temas importantes à Academia, à Comunicação e à Sociedade sob aspectos diferentes daqueles expostos (ou não) pela mídia convencional.

O Centro Acadêmico Jornalista Dorian Jorge Freire agradece aos membros da ENECOS Potiguar, em especial João Vítor pela palestra e oficina, a Camila Paula e seu entusiasmo ao apresentar a Educomunicação, a Iano Maia pela sua palestra, ao Departamento de Comunicação Social da UERN, a todos os professores que ajudaram de alguma maneira a realização deste evento e também a todos os alunos, dos feras aos veteranos, que se dispuseram a participar desse evento tão emblemático para nosso curso. Agora esperamos nos encontrar ano que vem, na segunda edição do “Para que Comunicar?”. 


Cláudio Palheta Jr., membro do Centro Acadêmico Jornalista Dorian Jorge Freire, abre o Evento e apresenta João Vitor e a ENECOS aos presentes.
                                     
O companheiro João Vitor, da ENECOS Potiguar, fala sobre a importância do Movimento Estudantil Organizado.

Auditório lotado no período matutino.

Palestra sobre a Democratização das Comunicações no Brasil ministrada pelo membro do Intervozes, Iano Maia.
Palestra sobre a Democratização das Comunicações no Brasil ministrada pelo membro do Intervozes, Iano Maia.
                                    


Escrito por: Tamara Sena
Editado por: Ana Paula Cardoso
Fotos de: Ana Paula Cardoso
Manutenção da Página do Blog: Yasmin Gurgel

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Apresentação do Centro Acadêmico aos calouros de Comunicação Social.

Um dos maiores temores do Centro Acadêmico Dorian Jorge Freire é que seu legado não seja passado para os novos alunos do curso, que chegue setembro e ninguém se mobilize para formar uma chapa (bom mesmo seria que houvesse mais de uma), para manter o C.A ativo e assim continuar suas lutas pelos direitos dos estudantes.

E para que isso não aconteça, no primeiro dia de aula do semestre 2012.2, dia 26 de novembro de 2012, o C.A de comunicação foi apresentado aos “feras”. Cada membro do Centro Acadêmico falou da importância de termos representação estudantil e que o Centro Acadêmico está disposto a reivindicar e lutar pelos direitos dos estudantes, sempre de portas abertas à ampla e plena participação dos alunos (sejam eles calouros ou veteranos) unidos pelo interesse de melhorar o nosso curso.

Esperamos que o C.A tenha conseguido mostrar a importância da participação de todos no Movimento, e como foi dito nas salas de aula na época de eleição “O C.A não é de um pequeno grupo de pessoas, mas de todos os estudantes de Comunicação Social”.

Então, que veteranos e calouros unam-se e arregacem as mangas, afinal, LUTAR É PRECISO!







Tamara Sena e Ana Paula Cardoso